Foco na indústria aumenta campo de atuação das startups

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Carro-chefe na atuação das startups, a inovação é um dos caminhos para a recuperação da indústria, setor que mais sentiu a crise na economia. Com novas tecnologias, a possibilidade de redução de custos é maior, assim como o aumento da produtividade.

Claro que essa atuação das startups focadas em tecnologia para a indústria já tem despertado muito interesse, embora ainda esteja em fase de desenvolvimento. Essa aproximação ocorre aos poucos.

Contudo, um mapeamento divulgado em reportagem da Globo News apontou que existem 295 startups com foco em indústria em 22 estados. E dessas, 23% exportam tecnologia.

Uma atuação que tende a crescer, afinal, a indústria tem que respeitar a compliance do setor. E precisa seguir diversos padrões para inserir o produto no mercado, o que torna o processo mais lento.

Já a atuação das startups passa, necessariamente (e especialmente para quem quer ter sucesso) pelo desenvolvimento de um MVP (Minimum Viable Product).

O famoso Produto Minimamente Viável propõe a criação de um produto simples e funcional (mas que garanta o capricho necessário para cativar os clientes), para que possa ser lançado o quanto antes no mercado.

Aos poucos, com o feedback dos clientes, o produto tem suas funcionalidades lapidadas e ampliadas. Uma evolução que pode ocorrer de acordo com a forma com que as pessoas interagem com o produto.

O que já não ocorre com as indústrias, daí o interesse delas pela atuação das startups com foco em tecnologia para o setor.

Atuação das startups X aceitação das indústrias

Embora a atuação das startups com foco em indústrias seja ainda muito incipiente, já é possível vislumbrar seu sucesso pela própria aceitação do setor.

Segundo o diretor do Senai São Carlos, Marcio Vieira Marinho, existe um movimento das indústrias do estado no sentido de conhecer melhor a atuação das startups, principalmente no que se refere a processo, software e viabilidade de aplicação nas empresas.

“É um estágio embrionário ainda, mas já dá para perceber o entusiasmo das indústrias, porque a velocidade que as startups têm interessa a qualquer organização. A velocidade de mudança, o pensar diferente, fora da caixa, são fatores que as indústrias estão precisando para melhorar os seus processos e baixar custos”, explicou.

O que chama a atenção – e ao mesmo tempo mostra o quão incipiente é esta relação – é que apenas 8% dessas startups tiveram investimento das indústrias. Um cenário que deve mudar conforme a notoriedade dos primeiros resultados.

Bem, a inovação é um dos principais fatores de aumento de competitividade das empresas. E a diferenciação de um produto se dá não só pelo investimento, mas também pelo processo produtivo. Daí a importância de aproximar, cada vez mais, as indústrias das startups.

Raio-X das Startups com foco em indústrias 

Ainda de acordo com a reportagem, as startups que atendem indústrias são predominantemente jovens, têm até dez colaboradores, com faixa etária entre 20 e 30 anos e faturam até 500 mil por ano.

O relatório aponta, ainda, que um dos principais gargalos enfrentados por elas é a mão de obra qualificada em tecnologia, já que, comumente, ocorre uma migração de talentos nessa área.

Isso porque essas novas gerações são ousadas. Um relatório da Deloitte Millennial aponta que 61% dos jovens da geração Z (nascidos entre 1995 e 1999) pretendem sair de seus empregos nos próximos dois anos.

Uma alternativa imediata para garantir uma eficiente atuação das startups é fazer parcerias. Existem modelos de parceria startup que auxiliam com várias expertises, como o desenvolvimento da tecnologia, captação de investimento, infraestrutura, jurídico etc. Vale a pena conferir!

Viés social na atuação das startups

E não é porque a startup é voltada para indústria, que a preocupação social deixa de existir. O diretor do Senai lembra que esse viés é uma característica marcante das startups e deve nortear a existência de cada uma delas.

“O que esses empreendedores estão buscando, mais do que um retorno financeiro, é compreender se aquilo faz sentido para o cliente, se tem um propósito social, se vai trazer um ganho, de fato, para a sociedade”, ressaltou.

Em linhas gerais, essa aplicação ocorre também nas indústrias. “Quando se fala em otimizar processos, reduzir a emissão de carbono, melhorar a qualidade dos materiais para trabalhar com reciclagem, estamos falando de economia circular”, explicou Marinho.

Para ele, a atuação das startups é fundamental para fortalecer o setor. “Essa preocupação ambiental está se consolidando e vai precisar contar muito com o trabalho das startups para realmente fechar o ciclo e melhorar a forma como as empresas estão produzindo. As startups serão fundamentais”, finalizou Marinho.

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