Consultor jurídico aponta principal causa de falência das startups

falência das startups

Falência das startups é um assunto que preocupa. Dá até arrepio de pensar. Afinal, significa que aquele negócio que você pensou, estruturou e investiu, quebrou!

Pensando nisso, decidimos ouvir um advogado especializado em startups para te ajudar a fugir desse caminho sem volta.

É claro que não há apenas um motivo que pode causar a falência das startups, mas sim, existe um que é fundamental para a sua sobrevivência. E neste artigo você ficará sabendo qual é a causa e o que fazer para evitar a falência da startup.

Afinal, o que queremos é ver sua startup alavancar. Não só para que você tenha sucesso, mas, especialmente, porque acreditamos que unir tecnologia e empreendedorismo seja o caminho mais sensato para contribuir com uma sociedade melhor.

Conhecimento do mercado

Consultor jurídico especializado, formado pela USP e sócio da SBAC Advogados, Pedro Schaffa tem mais de 5 anos no atendimento a startups, fundos de investimento e corporate venture.

Ou seja, tem uma profunda experiência no mercado de tecnologia e investimento. Portanto, conhece bem os motivos que levam as startups à falência. E, claro, seu trabalho é prevenir os empreendedores e evitar que a startup quebre.

Falando nisso, você sabia que no Brasil pelo menos 25% das startups morrem com um tempo menor ou igual a um ano?

Pois é. A Revista Exame divulgou uma pesquisa realizada pela Gama Academy que foi procurar entender justamente porquê isso acontece.

Denominada “Cemitério de Startups”, a análise constatou que uma equipe despreparada e um modelo de negócios insustentável financeiramente são os principais motivos que levam uma startup à falência.

“No Brasil é muito difícil você ter o empreendedorismo como uma saída de carreira. Com isso, o empreendedor acaba tendo que montar o seu negócio com os sócios que estão no seu horizonte, um amigo, alguém que estudou com ele, só que às vezes aquela não é a melhor pessoa”, explicou Guilherme Junqueira, CEO da Gama Academy, à Exame.

Há que se considerar, portanto, a relevância dos sócios e do modelo de negócios mais adequado, para compreender os caminhos a serem trilhados.

Falência das startups – na prática

O advogado Pedro Schaffa, que já viu o problema na prática, ressalta a importância de se escolher bem o sócio e o modelo de sociedade na hora de montar sua startup.

Ele afirma que briga entre sócios é o motivo mais comum para o fracasso de uma startup.

“Todo mundo se anima na hora de começar, mas na hora de botar a mão na massa intensamente, muitos arriam. A pessoa acha que porque montou uma startup vai ficar rica, mas percebe que para ficar rica tem que trabalhar muito, aí já vem a primeira frustração”, explicou Schaffa.

O ponto alto da briga

Segundo ele, há uma atitude comum que acompanha aqueles empreendedores que realmente acreditam que o simples fato de montar uma startup vai levá-los à riqueza.

“Quando a pessoa entende que precisa trabalhar muito para ganhar muito dinheiro, ela pensa: ‘eu deveria estar trabalhando numa empresa grande e ganhando um bom salário, com certeza eu me viraria melhor’. Nesse momento, o sócio quer sair da empresa para trabalhar numa multinacional, mas quer continuar com a participação dele na startup. E aí começam os problemas”, afirmou.

Neste cenário, propenso para iniciar a briga, o sócio vai à empresa, mas não se dedica integralmente, e acaba atrapalhando o andamento do trabalho, já que sua opinião é, muitas vezes, rasa por estar distante do negócio.

“Sem contar que dificilmente a empresa vai conseguir um investimento com sócios que não trabalham”, ressaltou o especialista.

O que fazer para evitar a falência

Pedro Schaffa atua nas áreas de Direito Societário, Contratual, Trabalhista, Tributário, Cível e Propriedade Intelectual. Todas de igual importância e que poderiam também ser responsáveis pela falência das startups, caso fossem negligenciadas.

Contudo, perguntamos a ele qual seria a recomendação fundamental para quem quer tirar uma startup do papel e ser responsável até por mudar a curva de uma economia inteira, claro, se conseguir permanecer no mercado.

Fazer um bom acordo de sócios”, respondeu imediata e objetivamente. E em seguida complementou:

“Desde o dia zero é importante ter um bom acordo de sócios. Inclusive já pensando na possibilidade de receber um investimento, ou seja, fazer um acordo de sócios que o investidor aceite posteriormente, afinal, ele passará a fazer parte quando virar sócio”, alertou.

Pedro já viu muitas startups quebrarem depois de muito quebra-pau. “Essas brigas de sócio, quando começam, afundam a empresa e é difícil de se recuperar, principalmente as empresas muito pequenas que dependem da atuação do sócio no dia a dia”, relatou.

E no grand finale, o especialista deu mais uma dica. “É importante que o acordo de sócio garanta que se um dos sócios decidirem sair da empresa, não leve absolutamente nada, o que evita gerar problemas no futuro”, finalizou.

Ainda segundo Schaffa, o modelo de negócios que mais favorece o sucesso da startup, é o Venture Builder. “Esse é um modelo em que, primeiro, o sócio (que, no caso, será uma empresa), já tem profissionais especializados no assunto e sabe que a demanda é grande. E segundo, compartilha recursos com o empreendedor, como infraestrutura, marketing, jurídico, contábil etc, o que vai dar uma segurança muito maior para ele e até ajudar a otimizar os custos.

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